Esse Cosme Rímoli e um FDP msm¬¬
Desde 2008 o São Paulo não é campeão.
Foi quanto Muricy Ramalho se tornou tricampeão brasileiro.
No ano seguinte foi demitido por fracassar na Libertadores.
Mas continuou assombrando o Morumbi.
Ricardo Gomes, Adilson Batista, Paulo César Carpegiani...
Até Sérgio Baresi fez seu estágio no time principal.
E nada de conquistas.
Cansado de derrotas e treinadores civilizados demais...
Juvenal Juvêncio contratou Leão.
O tirou da aposentadoria forçada.
Depois de não cumprir sua palavra de se aposentar por vontade aos 60 anos...
Leão foi obrigado a vestir os pijamas por demissões seguidas e cair no descrédito.
Como o futebol brasileiro vive uma crise de treinadores truculentos...
Há carências de técnicos com o perfil de Yustrich ou Flávio Costa.
O presidente do São Paulo queria acabar com a acomodação dos jogadores no Morumbi.
E resgatou o último da estirpe.
Pouco importava ao dirigente que Leão é ultrapassado e que despreze tática, estratégia.
Ele queria e teve o bedel.
Os gritos voltaram ao vestiário.
O clima ruim, a falta de diálogo com que jogava mal.
O cumprimento seco, para o atleta se sentir desconfortável, envergonhado.
Essas são especialidades de Leão.
Ele fez exatamente o que Juvenal queria.
Houve a renovação do time, sem a participação do técnico.
Foram embora e chegaram os atletas que o presidente mandou.
Leão não teve direito a dar palpite.
No único que decidiu tornar público, a contratação de um goleiro na vaga do operado Rogério Ceni...
Tomou uma invertida e ganhou o desprezo da diretoria, que não trouxe ninguém.
Seu apego ao inesperado cargo que ganhou aos 62 anos garantiu o silêncio, a pose de paisagem.
A direção tem certeza.
O elenco do São Paulo é muito melhor que seu treinador.
E foi assim, fraco de estratégia, mas com talento que o time chega hoje à final do Paulista.
Não há pessoa no Morumbi ou na Vila Belmiro que não saiba que o campeonato será decidido hoje.
Os próximos jogos contra Guarani ou Ponte serão apenas para constar.
Para esta decisão, Leão não terá Luís Fabiano.
O atacante não levou a sério uma conversa com o técnico na véspera do jogo contra o Bragantino.
Ele implorou para o atacante se controlar, tinha dois cartões amarelos.
Fez falta violenta, desnecessária e foi suspenso infantilmente.
Sem força política para cobrar um dos líderes do elenco, o treinador só lamentou.
Não queria, mas é obrigado a colocar todas as suas esperanças em Lucas.
O técnico do São Paulo tem péssima relação com o jogador de Wagner Ribeiro.
O empresário já disse que Leão não tem qualidade para ensinar nada a Lucas.
O treinador deu duas broncas no jovem jogador.
Na frente do grupo.
Não deu a terceira porque Juvenal o proibiu.
Percebeu que o atleta estava desmotivado com a perseguição do treinador.
E Leão entendeu que era melhor obedecer ou seria demitido.
Lucas voltou a jogar bem quando percebeu ter mais moral na diretoria que o técnico.
Em boa parte graças a ele que o time igualou a maior sequência de vitórias na sua história.
Mas depois veio a ridícula derrota contra o péssimo Linense.
O time chega hoje ao Morumbi com uma enorme vantagem física.
Enquanto o Santos foi obrigado pela televisão a não descansar e jogar contra o Bolívar para preservar o Corinthians...
O time apenas treinou.
E espertamente fez um acordo com a Ponte e não jogou na quinta-feira pela chuva no Moisés Lucarelli.
É a única vantagem.
O time santista é muito melhor do que o São Paulo.
Perdeu na fase de classificação porque a equipe sabia que o jogo nada significava.
O ânimo é outro.
Vale o tricampeonato paulista.
No ano do centenário.
Luís Álvaro vai pagar premiação de final.
Ele é outro que sabe mais não fala que o título sai hoje do Morumbi.
Não leva em consideração o derby de Campinas.
"Sou bom nesta coisa de tri", ironizou Muricy.
Ele fez referência ao último título que o São Paulo ganhou.
Sabe que será aplaudido pela torcida tricolor que não o esqueceu.
Ele também não esqueceu o clube do Morumbi e sabe que um dia voltará.
Mas antes precisa humilhar quem o humilhou.
Principalmente o agora vice Carlos Augusto de Barros e Silva.
Foi Leco quem articulou sua demissão no São Paulo.
Os dois não se falavam.
O dirigente queria um treinador mais polido, mais intelectual para representar o São Paulo.
Muricy queria um diretor de futebol mais atuante e menos político.
Leco o minou o quanto pôde e a perda da Libertadores o fez ganhar a queda de braço.
Mas a sombra de Muricy só cresceu com esses quatro anos de jejum.
Leão tem a chance de exorcizar a figura do seu rival.
E voltar a ganhar alguma coisa depois de sete anos de fracassos seguidos.
Seu último título foi o Paulista de 2005 com o São Paulo.
Ganhou e teve de ir embora para o Japão.
Foi uma saída honrosa para não ser demitido.
Disse que tinha de ajudar um amigo.
Na verdade, ele havia entrado em rota de colisão com os dirigentes e jogadores.
Ninguém o suportava.
É o tal prazo de validade que o acompanha.
Seus gritos primeiro assustam, depois cansam dos jogadores.
E até os dirigentes.
Neste clássico do Morumbi muita coisa será decidida.
Primeiro o próprio Campeonato Paulista.
O futuro de Leão.
A supremacia do Santos.
O clube da Vila Belmiro pode ganhar o seu terceiro tricampeonato paulista.
O primeiro sem Pelé.
Festejar Neymar, Ganso.
Para Muricy, mostrar que o Morumbi é o seu estádio.
Que nenhum dirigente com apelido de requeijão mudará isso.
E sua sombra continuará atormentando a sala de Juvenal Juvêncio...
e muita babação de ovo pras sereias!
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