Cheque-Mate no Oscar. Leiam!
Cheque-Mate no Oscar.
Um Sonho.
Em 2008 quando conseguiu sua liberação de contrato pela justiça, Oscar se sentiu um iluminado, acima do bem e do mal. Com o dinheiro no bolso (o mesmo que o Casemiro recusou), pôde escolher para clube do Brasil gostaria de ir. Muitos o recusaram pela iminente derrota judiciária, mas o Inter não, o recebeu de braços abertos. Talvez por ingenuidade, confiança ou burrice, o clube imaginou que a fatura estava liquidada, conseguiu uma das maiores promessas do futebol sem gastar um centavo.
Lá foi tratado como rei pela torcida. Marcou gols, ganhou destaque, foi até para a seleção. Sua carreira estava crescendo, seu caráter não. Minimizou a importância do clube que o acolheu, que deu a oportunidade de comprar uma casa para sua mãe e irmãs, que o projetou para o restante do mundo.
Acreditou nas palavras de seu empresário, de que poderia ficar tranqüilo, pois havia o álibi certo para uma vitória judiciária.
Um Pesadelo
Por muito tempo o caso ficou esquecido. Garanto que muitos, como eu, não se recordavam mais do caso e já o davam como encerrado. Porém uma seqüência de derrotas na justiça fez com que o caso despertasse outra vez.
Não vou entrar no mérito jurídico, sou um marketeiro, além do mais já fomos bombardeados com noticias sobre este aspecto. Vou falar sobre o lado humano do Oscar.
Quantos adolescentes não dariam tudo o que tem para ir jogar em um clube como o São Paulo. Brilhar em um Morumbi lotado, uma torcida que é mais famosa por idolatrar médios jogadores, do que criticar grandes atletas (caso das porcas). Tudo o que nossa torcida quer é raça e dedicação dos atletas. Oscar tinha tudo para ser o novo Kaká. Há tempos não tínhamos uma promessa virando realidade. Sem mais nem menos ele sucumbiu ao maior mal do futebol hoje em dia, o dinheiro. Dinheiro este, que em um momento da sua carreira iria ganhar aos montes, poderia compra dez casas para a mãe, lotar o armário de roupas de grife e a orelha de brilhantes. Mas não, se achou maior do que o clube mais vitorioso do país.
Errou, mas quem não erra? Novo, mal assessorado, acontece. Mas algumas coisas separam um menininho mimado de um homem, um ídolo. Poderia voltar atrás, pedir desculpas, cumprir seu contrato com o tricolor e depois tomar seu rumo. Não precisava beijar o escudo, não precisava se declarar para a torcida. Precisava ser profissional com a instituição que o paga. Eu não morro de amores pela empresa que trabalha, uma das maiores do país e a melhor do seu segmento. Mas respeito quem paga meu salário ao final do mês.
Oscar não respeita. Bate o pé como uma criança que chora porque o pai não quer lhe dar um brinquedinho. Disse que prefere parar de jogar bola a jogar no tricolor. Ameaçou mudar suas contas pessoais, para que o São Paulo não lhe pague o salário. E mais, ameaçou se apresentar no CT vestindo a camisa de um rival. Pois bem, mude suas contas, se aposente ou se apresente com a camisa do Corinthians. Espero que o São Paulo o venda para algum time top da Europa, pois assim ganharemos mais dinheiro com a criança. Mas o que muitos craques aprenderam é que o mundo dá MUITAS voltas. Amanhã, quando ele estiver encostado em algum clube de segunda da Europa, sofrendo com o frio, com a cultura diferente, tenho certeza que passará pela sua cabeça “Por que não fui homem o bastante para enfrentar meus problemas ?”.
Não espero que ele se machuque, nem que ele morra ou seja surrado. Espero que ele NUNCA vista a camisa sagrada do meu tricolor. Se for treinar no CT, que use um colete qualquer, mas nada com o escudo do nosso time. Antes de querer vestir, tem que merecer e este merece apenas vestir a do Internacional, o clube mais pirata do Brasil. O único clube eliminado no Mundial antes da final. O único clube que rouba jogadores. E possivelmente o primeiro clube eliminado da Libertadores deste ano.
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