José Maria Marin, Marco Polo e Juvenal Juvêncio. A guerra contra Andres Sanchez e Mano Menezes…
O recado chegou a Mano Menezes.
E incomodou.
Sabe ter emprego garantido até o final das Olimpíadas.
Depois...
José Maria Marin apelou para o velho recurso de seu ídolo Paulo Maluf.
Quando não quer assumir uma atitude...
Repassa aos céus.
"O futuro a Deus pertence."
Nunca Ricardo Teixeira daria essa resposta em relação ao futuro de Mano Menezes.
Não que ele seja ateu, não é o caso.
Teixeira não seria tão escorregadio porque ele gostaria que Mano continuasse.
Não só depois da Olimpíada, mas até a Copa de 2014.
Era o pacto com seu escudeiro Andres Sanchez.
Teixeira está em Boca Raton, que não se perca pelo nome...
Afastado, perdeu poder.
A manipulação não está tão fácil como imaginaria.
Telefonemas não estão bastando.
O pacto de José Maria Marin é com José Maria Marin.
Político profissional, suas decisões são tomadas para agradar a opinião pública.
E ele sabe da rejeição nacional tanto por Andres como por Mano.
Depois de anos de ostracismo, não quer perder o poder, que voltou.
A cerca de um mês para completar 80 anos, faz o que gosta: articula.
Tem todo o apoio do mentor Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol.
E já cansou de ouvir do dirigente que deve demitir Andres e Mano.
Quer Luiz Felipe Scolari como técnico e Raí como diretor de Seleções.
Além do péssimo trabalho da dupla, os dois tem o ranço, o cheiro de Ricardo Teixeira.
Dilma Rousseff não evitava apenas Teixeira, também não tem o menor interesse em Andres.
A doença de Lula foi um golpe terrível para o ex-presidente corintiano.
Marin não é de tomar decisões precipitadas.
Quando era governador de São Paulo não foi de demitir ninguém.
Apenas deixava o ambiente insuportável para quem queria ver longe do poder.
É o que está fazendo com Andres e Mano.
A porta do seu escritório está trancada para os dois.
Acabou a farra de Andres entrar quando quisesse na sala da presidência da CBF.
Precisa passar por secretária.
E, de propósito, não é atendido na hora.
É para se sentir a rejeição.
Marin acompanhou de perto o sofrimento de Juvenal com o Morumbi fora da Copa.
E o surgimento do Itaquerão.
Se Teixeira tivesse pedido demissão um ano e meio antes tudo seria diferente.
O presidente do São Paulo quer vingança.
Marin sorri, mas acabou a capa protetora ao estádio de um bilhão em Itaquera.
Ele não faz a menor questão de visitar a obra.
Pelo contrário.
É um frequentador assíduo do Morumbi.
Marin fez questão de nomear Patricia Amorim para chefiar a delegação feminina na Olimpíada.
Sua intenção é ter o Flamengo ao seu lado.
Travou de uma vez só Andres Sanchez e o presidente da Federação Carioca, Rubens Lopes.
Dois inimigos declarados.
Marin acredita ter dominado os amotinados.
Agora se aproxima da TV Globo.
Confirmou o agrado de jogos noturnos nos sábados no Brasileiro.
Para preencher a grade da Sportv.
Depois de um mês, o novo presidente da CBF começa a mostrar suas garras.
E estão afiadas.
Já têm dois alvos definidos.
Mano e Andres.
Sua porta da presidência está fechada para eles.
Contato, só quando for inevitável...
Quer os cargos de diretor de Seleção e o de treinador.
Andres e Mano não são homens de sua confiança.
Muito pelo contrário.
Marin fará tudo para eles se demitam.
O prazo é a Olimpíada de Londres.
O dirigente conta com o fracasso da Seleção Olímpica.
E com a pressão popular para tornar insuportável a permanência da dupla.
Enquanto isso, os cozinhará em azeite fervente.
Afinal, o futuro a Deus pertence...
http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/2012/04/10/jose-maria-marin-marco-polo-e-juvenal-juvencio-a-guerra-contra-andres-sanchez-e-mano-menezes/
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