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Ceni diz que atitude do Tigre foi lamentável: 'É contra a dignidade'

Final da Copa Sul-Americana ficou marcada por incidente envolvendo os jogadores argentinos, que se recusaram a voltar para o segundo tempo

Já são quase 40 anos de idade e mais de mil jogos oficiais com a camisa do São Paulo. Apesar de tamanha experiência Rogério Ceni viveu uma situação nova na carreira na última quarta-feira: uma decisão de campeonato ter apenas 45 minutos. A primeira etapa foi suficiente para o Tricolor abrir vantagem em 2 a 0 no marcador diante do Tigre, da Argentina. Quando o título parecia próximo, uma surpresa. O rival resolveu não voltar para o segundo tempo após uma confusão no intervalo, alegando falta de segurança.

Após esperar por quase meia hora, o chileno Enrique Osses encerrou o confronto e a equipe do Morumbi foi declarada campeã. O camisa 1 do São Paulo criticou duramente os argentinos. Na opinião do ídolo, o Tigre abusou da violência na decisão.

– Nunca vi nada parecido com o que aconteceu. Já perdemos para times inferiores, mas foi um jogo leal. Tecnicamente, eles eram muito inferiores e, por isso, criaram uma confusão para não voltarem ao jogo. Isso é contra a dignidade, contra o que o esporte representa. Criar uma tumulto desses para não voltar é lamentável. Ganhar ou perder é jogo, mas a dignidade está acima de tudo – ressaltou.

O goleiro acredita que os argentinos provocaram toda a situação porque perceberam que não conseguiriam reagir no segundo tempo. O Tigre precisaria empatar o jogo para pelo menos levar a decisão para a disputa de pênaltis.

– Se a partida estivesse 0 a 0, eles não arrumariam tumulto nenhum. Como viram que não conseguiriam reverter o placar, criaram confusão. Se continuassem, chegaríamos ao terceiro, ao quarto gol facilmente. Realmente, foi algo lamentável – disse.
Na visão do capitão são-paulino, tal postura adotada pelo Tigre teve a participação do árbitro chileno Enrique Osses. Rogério Ceni afirmou que alguns atletas do time argentino mereciam punição por alguns incidentes registrados.

– Passou o tempo em que você jogava contra argentinos e, como não havia câmeras de TV, eles desciam a porrada. A arbitragem tem multa culpa porque não pune, é conivente. Você tem todo o direito de bater no futebol. Mas, quando isso acontece, é preciso que exista um árbitro que aplique a regra – afirmou.

Neste meio de semana, o camisa 1 do Tricolor conquistou seu 16º título pelo clube. Na hora de levantar o troféu, chamou o jovem Lucas, que disputou sua última partida pela equipe antes de se transferir para o futebol francês.

– Desde que garantimos vaga na final eu estava pensando nisso. Gosto demais do Lucas e era o momento de despedida. Tive a oportunidade de levantar algumas taças e sei o quanto isso é importante. Acho que ele e o torcedor ficariam felizes. O momento ficará eternizado na história do clube, assim como o nome do Lucas – disse Rogério.

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