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23/9/2017 18:47 - 1170 visitas - Fonte: Globo Esporte

Novo capítulo da rica história do clássico Majestoso neste domingo

por Cláudio Nogueira

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A pequena Polignano a Mare, na província de Bari, no sul da Itália, é a terra de um jornalista que faria brilhante carreira em São Paulo, onde ajudou a revolucionar a imprensa esportiva da maior cidade brasileira, como também iria popularizar a cobertura do futebol nos jornais, em especial na extinta "Gazeta Esportiva": Thomaz Mazzoni.

Ao assumir o comando da redação do períódico, o criativo jornalista criaria apelidos para os maiores clubes paulistas e em especial para os clássicos, como o Majestoso, que se refere ao confronto deste domingo, no Morumbi, entre São Paulo e Corinthians.

Não tivesse ele falecido em 1970, aos 69 anos, o imigrante italiano e jornalista teria muitos aspectos para explorar em reportagens sobre o jogo. Embora não se trate de uma final, corintianos e são-paulinos farão uma partida muito importante neste fim de semana. O Corinthians precisa ganhar para tentar ampliar sua vantagem na liderança. Já o São Paulo, em 17º lugar no Brasileiro, na zona de rebaixamento, tentará usar o fator campo para vencer o rival e tentar deixar essa perigosa região da tabela.

Uma espécie de incentivador do futebol paulista, mais ou menos como Mário Filho fizera no futebol carioca, Mazzoni tentava se aproximar da linguagem do torcedor. Por isso, para tornar o futebol mais popular, distribuiu apelidos, como Timão ou Mosqueteiro, para o Corinthians; Clube da Fé para o São Paulo; Campeoníssimo, ao Palmeiras; Moleque Travesso, ao Juventus, entre outros. Já o Peixe, do Santos, nasceu das brincadeiras s dos rivais, pelo fato de este clube ficar próximo ao litoral. Os santistas adotaram o apelido. Sobre os clássicos, além do Majestoso, Mazzoni batizou Corinthians x Palmeiras de Derby; Palmeiras x São Paulo de Choque-Rei; e Santos x São Paulo de San-São.

Levando em conta as mais variadas estatísticas sobre os tamanhos das torcidas nacionais, como a do Instituto Paraná Pesquisas, de dezembro do ano passado, o Alvinegro é o segundo no ranking, com 13,7% e o Tricolor, o terceiro, com 7,4%. Assim, trata-se do clássico estadual que reúne maior número de torcedores, com 21,1% dos adeptos brasileiros do futebol.

Esta renhida rivalidade já se estende por 87 anos, desde 25 de maio de 1930, quando o Corinthians, atuando em casa, no Parque São Jorge, ganhou por 2 a 1. Vale lembrar que ainda era o São Paulo da Floresta, fundado por ex-sócios do Paulistano - do qual herdou o vermelho - e da Associação Atlética das Palmeiras (nada a ver com o Palmeiras atual), do qual herdou o preto.

O tricolor da Floresta durou até maio de 1935, mas retomou as atividades em dezembro do mesmo ano, com com as mesmas cores. O último confronto foi a 11 de junho deste ano, no primeiro turno do Brasileirão, na Arena Corinthians: 3 a 2 para o time da casa. Ao longo deste período, foram 333 duelos, com 125 triunfos corintianos, 102 do Tricolor e 106 empates. A maior goleada são-paulina foi de 6 a 1 no Estadual de 1933. Já o Alvinegro devolveu o placar no Brasileiro de 2015.

No que diz respeito às decisões, no âmbito estadual, os corintianos levaram a melhor em 1938, 1982 (no vídeo acima), 1983, 1997 e 2003. Já os tricolores fizeram a festa em 1957, 1987, 1991 e 1998 (vídeo abaixo). Mas as finais não param por aí. No Brasileiro de 1990, o Corinthians ganharia seu primeiro título nacional diante desse adversário, assim como o Rio-São Paulo de 2002 e a Recopa Sul-Americana de 2013.

Um aspecto que valoriza ainda mais o Majestoso é o fato de os dois protagonistas possuírem títulos mundiais e de Libertadores. O São Paulo foi vencedor da Copa Internacional de 1992 e 1993 e do Mundial da Fifa de 2005. Nos mesmos anos, ergueu a Libertadores (único time brasileiro com três conquistas). O Alvinegro conquistou os Mundiais da Fifa de 2000 e de 2012, ano em que também foi vencedor da Libertadores.

Além destes troféus, o São Paulo foi campeão da Sul-Americana de 2012; Copa Conmebol de 1994; Recopa Sul-Americana de 1993 e 1994; Copa Masters da Conmebol de 1996; Supercopa Sul-Americana de 1993; os Brasileiros de 1977, 1986, 1981, 2006, 2007 e 2008. O Tricolor conta também 21 estaduais. Junto aos Mundiais e à Libertadores, o Corinthians já festejou a Recopa Sul-Americana de 2013, os Brasileiros de 1990, 1998, 1999, 2005, 2011 e 2015; a Copa do Brasil de 1995, 2002 e 2009; Supercopa do Brasil de 1991; Rio-São Paulo de 1950, 1953, 1954, 1966 e 2002; e 28 estaduais.

Em especial a partir dos anos 80, essas equipes vêm se defrontando constantemente na luta por troféus ou por classificações em torneios importantes no país ou em competições internacionais. São duas instituições com perfis muito diversos. O Alvinegro procura se identificar como popular, ao passo que o Tricolor seria da elite, embora esses conceitos sejam fruto do senso comum, já que, obviamente, há corintianos ricos e são paulinos mais pobres. Quaisquer que sejam as origens dos adeptos desses times, o clássico Majestoso costuma proporcionar grandes espetáculos, atrai milhares de torcedores e decide troféus.




Comentários (3)

23/09/2017 20:16:25 Carlos Rabello     

O que interessa é fazer o serviço de casa somar três pontos amanhã e chegar aos 30 pontos ,Pratto 2 gols e Cueva 1 gol ,placar São Paulo 3x1

23/09/2017 19:58:12 Gabriel Vania Magalhães     

2 correções:São Paulo foi campeão em 1991,contra o Bragantino,e não em 1981 como mencionado,e o Santos também é abruptamente tri campeão da libertadores. Fora isso,matéria muito interessante.

23/09/2017 18:58:23 Marcelo Rodrigues      

lembrando que o tricolor em 1933,ganhou dos gambas de 6x1,foi duas vezes,uma no rio São Paulo e a outra no Paulista

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